Marquise Minhocão

Plano de Urbanismo

Cliente: Prefeitura de São Paulo | Arquiteto: Triptyque
Superfície: 3 km²
Cidade: São Paulo | País: Brasil
Ano: 2017

O viaduto Minhocão foi construído em 1971 como um símbolo de modernidade que deu ao carro um lugar central. Hoje, ele é uma cicatriz no centro de São Paulo.

O plano mestre tem no máximo 16 anos para transformar esta elevação de quase 3 km. Durante anos, o futuro da estrada tem sido discutido, mas nunca a parte inferior, que é totalmente esquecida nessa reflexão, mesmo sendo a parte mais afetada, formando uma espécie de túnel urbano, uma fonte de sombra abandonada.

A Triptyque, em parceria com o paisagista Guil Blanche, mudou o ponto de vista desta infra-estrutura, de viaduto para Marquise. Triptyque e Guil Blanche doaram este trabalho conceitual para a Prefeitura de São Paulo. Eles convidam a Câmara Municipal e os habitantes a verem a Marquise do Minhocão como um espaço produtivo e não apenas como um subespaço. Este conceito foi doado à Prefeitura de São Paulo.

O projeto é, antes de mais nada, participativo. O primeiro passo nesta reflexão foi convidar a comunidade local para desenvolver e compartilhar seus desejos para o futuro da Marquise do Minhocão. A estrutura do Minhocão vai mudar, mas de acordo com a identidade do bairro e da comunidade local.

Em segundo lugar, a Triptyque quer dar vida ao lugar, iluminando-o graças a uma simples operação de abertura dos trilhos do viaduto, com o objetivo de criar feixes de luz natural. A luz ativa o lugar e permite que a vida ocupe seu lugar, inicialmente sob a forma de plantas. A Marquise do Minhocão é o lugar mais poluído de São Paulo. De acordo com as pesquisas, plantas suspensas ao longo do teto do Minhocão filtrarão 20% das emissões de CO2 dos automóveis. Estas plantas serão irrigadas por um sistema de coleta de água, e a vaporização terá um papel na limpeza do ar e das superfícies da Marquise.

Por último, a Marquise poderá receber programas mistos. Seu comprimento será dividido em ilhotas determinadas pelo espaço entre cada pilar (33m), estas ilhotas serão numeradas como os “postes” das longas praias do Rio de Janeiro. Cada ilha terá 4 módulos de programa: cultura, alimentação, serviços e lojas.

Diretor Geral: Luiz Trindade | Chefes do Projeto: Felipe Alves, Pedro de Mattos, Marcelo Checchia | Crédito: Triptyque

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